22 julho 2014

E DUNGA É LÁ RENOVAÇÃO?


O dito "Depois da tempestade, sempre vem a bonança" nunca foi tão necessário para o horizonte da seleção brasileira. Mas, mesmo Após uma Copa do Mundo pífia que deixou muitas marcas, dentre as quais o maior vexame em jogos oficiais da sua história, pelo visto a CBF parece não ter entendido direito o grito da torcida brasileira.

A tão falada renovação de ares esbarrou na demissão da comissão técnica atual e na contratação de Gilmar Rinaldi para a coordenação de seleções.



Contudo, o que ninguém esperava mesmo era que a CBF preparou para o depois. Enquanto todos davam como certa a nomeação de Tite, ou se especulava um treinador estrangeiro para moralizar e renovar o futebol da escola brasileira, a CBF apresenta Dunga como nome para resgatar a autoestima da amarelinha.

Dunga?!

Aquele mesmo que, em plena copa do mundo, conseguiu colocar em campo 4 laterais, 2 zagueiros, 3 volantes e 1 atacante na partida contra o Chile na Copa de 2010? (vide nosso post aqui)

No retrospecto do treinador, 60 jogos no comando da seleção: 42 vitórias, 12 empates e apenas 6 derrotas. É um excelente aproveitamento de 76,7%. Dunga classificou o Brasil para a Copa de 2010 em primeiro lugar nas eliminatórias, ganhou um título da Copa América e outro da Copa das Confederações. Mas mesmo assim, não é um risco muito grande chamar novamente um treinador que saiu tão desgastado do cargo?

A desculpa que a CBF está tentando se segurar é que "com Dunga é trabalho" e que ele não baixa a cabeça para ninguém. Visto que o "treinador" peitou a poderosa Globo e vetou o acesso da imprensa à seleção brasileira na hora de treinar sério (o que não ocorreu em 2006 e 2014, Copas que o antecederam). Outra característica do treinador que a CBF quer utilizar é o seu perfil lutador, que não tem medo, não chora e não faz mimimi na hora de dar a volta por cima, sem mencionar a garra e vibração eternizadas dentro do gramado.




Na nossa opinião, apesar dos números e do perfil do treinador, a escolha de Dunga está mais para um afronte à Globo do que uma necessidade de renovar o perfil do futebol brasileiro.



Afinal, a Globo foi "A" emissora com total acesso privilegiado à seleção durante a Copa de 2014. Chegou até a atrapalhar diversas atividades da seleção com suas inserções dentro da sua programação (Luciano Huck e Esquenta por exemplo). Contudo, quando o "angu desandou", mudou de lado velozmente e foi impiedosa. Fazendo severas críticas à equipe, comissão técnica e dirigentes.

Insatisfeita com a decisão da CBF, a Globo já fez até pesquisa no Fantástico para saber a rejeição de Dunga (85% dada com destaque no programa). Mas pelo visto, a CBF não se sensibilizou. Agora é só o treinador se preparar para, no caso de outro fracasso, saber se a CBF irá jogá-lo aos leões como covardemente o abandonou em 2010.

Apesar de fãs do capitão Dunga, somos contrários e não vimos renovação alguma na sua escolha. Mas como nada podemos fazer sobre isso, desejamos uma boa sorte ao novo (não tão novo) treinador da seleção brasileira. E que traga consigo um trabalho sério, sem convocações dos Afonsos da vida.



A CBF não aprendeu nada com aquele doloroso 7x1. Quem sofreu mesmo foi o torcedor brasileiro.

Saudaçoes Rubronegras.

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